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A RAINHA VERDADEIRA

12 de maio de 2026 por
Uan ॐ Tamirá
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Se não fosse assim como é e está sendo
pode ter certeza de que não seria

Certa vez no antigo e milenar Império da China, um jovem, porém sábio Imperador, discípulo de Confúcio, resolveu casar-se. Convidou todas as princesas de seu vasto Império para proclamar as condições para a escolha de sua rainha.

Com grandes festas e pompas se apresentaram ao Palácio Imperial centenas de lindas e jovens princesas.

O Imperador mandou que fossem dadas a cada uma das princesas sementes de flores, com a seguinte condição: dentro de dez meses deveriam voltar ao Palácio com os resultados desse plantio, aquela que apresentasse a mais bela flor seria a Rainha escolhida.

Passado o tempo combinado e novamente com festas e pompas, apresentaram-se ao Palácio as princesas e suas flores. Uma mais linda que a outra, de todas as cores e tamanhos, perfumes os mais intensos e variados.

E aquele desfile de belezas deslumbrantes, as princesas e suas flores. Um verdadeiro passeio pelo paraíso.
O Imperador pessoalmente foi apreciar uma a uma suas pretendentes para avaliar e fazer sua escolha.

Eis que dentre as princesas havia uma que sem flor alguma mostrava suas mãos vazias, sua beleza reluzia atraindo os olhares presentes e silenciando os cochichos. O Imperador ficou encantado com sua formosura.

─ Pena que não trouxe nenhuma flor. Pensavam alguns. Mas o fato é que o Imperador havia dado às princesas sementes estéreis, jamais poderiam germinar. Portanto aquela Princesa, apresentando humildemente suas mãos vazias, simbolizava a Verdade.

E o jovem e sábio Imperador a escolheu, e ela ficou conhecida em toda Ásia como a Rainha Verdadeira.

Uan ॐ Tamirá 12 de maio de 2026
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